PSICOTERAPIA PSICODRAMÁTICA


PSICOTERAPIA PSICODRAMÁTICA COM ADULTO
INDIVIDUAL E DE GRUPO

 
                        O Psicodrama é o tratamento do indivíduo e do grupo através da ação dramática. No Psicodrama de Grupo o Protagonista poderá ser um indivíduo ou o próprio grupo.
 
                        O Psicodrama possui uma metodologia própria que busca favorecer a compreensão e o crescimento do ser humano. O convite é para o indivíduo ou grupo contar e dramatizar a sua história, estimulando a espontaneidade e criatividade, mobilizando o corpo para o agir e sentir a realidade, reconhecendo o processo de inter-relacionamento, os vínculos e encontros estabelecidos. 
 
                        As Dramatizações ou as Técnicas do Psicodrama nem sempre são utilizadas em todas as sessões de Psicoterapia Psicodramática, pois muitas vezes é necessário elaborar verbalmente o material já obtido anteriormente.
                       
                        As Técnicas Psicodramáticas são numerosas e algumas têm aplicações muito específicas. A seguir algumas técnicas mais utilizadas:
 
·        Dramatização em cena aberta, onde o paciente monta a situação concreta que ele deseja trabalhar. Pode ser uma situação que ele irá enfrentar e que receie ou algo que já aconteceu e que ainda lhe traga conflitos e sofrimentos.


·        Psicodrama Interno, onde a ação dramática é simbólica. O paciente, pensa, visualiza e vivencia a ação, mas não a executa.


·        Átomo Social, trata-se de uma auto-apresentação onde, por escolha própria, o protagonista apresenta as pessoas afetivamente significativas, as relações mais importantes.


·        Psicodrama com sonhos, onde o paciente, em vez de relatar o sonho, o representa. Pode ser proposto ao paciente que termine o seu sonho da forma que melhor lhe convier.


·        Jogo Dramático, pelo seu conteúdo lúdico, permite um relaxamento do campo terapêutico, para que seja possível uma aproximação sutil do material conflitivo.


·        Trabalho com metáforas e contos, onde o paciente pode se identificar com o herói e/ou outros personagens servindo de aquecimento para a dramatização. O paciente pode representar os diferentes personagens, o que favorece o autoconhecimento e a percepção do conflito por vários ângulos.
 
 
 
PSICOTERAPIA PSICODRAMÁTICA COM CRIANÇAS
 
                        O Psicodrama ajuda as crianças na superação de obstáculos a seu desenvolvimento emocional, através daquilo que lhe é mais característico: a brincadeira e a imaginação. É através de jogos, brincadeiras e histórias que as crianças aprendem a lidar com o mundo, tentando assimilá-lo, entendê-lo e transformá-lo.
                        A Psicoterapia Psicodramática conta com uma forma específica de brincadeira, o teatro de faz-de-conta. Nas representações dramáticas, através do “como se”, a criança expressa o que lhe aflige, o que lhe dá prazer ou desprazer, os medos, inseguranças e ansiedades. Revela o sentido que o mundo tem para ela, através de papéis reais e imaginários, que é capaz de reconhecer, imitar e interpretar.
                        No Psicodrama a criança pode reviver situações por que passou ou testar novas maneiras de reagir e de se comportar em ocasiões diversas, fora do clima de tensão que a vida real apresenta. As dramatizações são, basicamente, um treino na representação de papéis, que facilita a percepção do outro e do mundo a sua volta. Sendo assim, a criança entenderá o outro e conseguirá reagir adequadamente a este, colocando-se no seu papel, considerando suas opiniões e sentimentos.
                        Paralelamente ao atendimento infantil, é indispensável o atendimento dos pais, pois a problemática da criança reflete, necessariamente, alguma dificuldade no vínculo familiar. Desta forma, os papéis paterno e materno são avaliados com o objetivo, não só de desenvolvê-los, como também de facilitar a aquisição de novos, já que o indivíduo, ao desbloquear-se com relação a um papel, revê suas disposições pessoais. As mudanças pessoais, consequentemente, manifestam-se no desempenho de outros papéis.
                       
 
PSICOTERAPIA PSICODRAMÁTICA COM ADOLESCENTE
 
                        A puberdade é o conjunto das transformações no corpo e no emocional do adolescente, ligadas à maturação sexual. É na área do corpo que se operam as maiores e mais visíveis modificações entre a infância e a vida adulta, o que basicamente caracteriza a puberdade. Na área emocional, as evoluções ocorrem de forma mais lenta e pouco perceptível.
                        A adolescência é um fenômeno psicossocial que é influenciado por fatores psicológicos e socioculturais. É uma fase de transição entre infância e vida adulta, onde os adolescentes têm de lidar com as novas cobranças sociais, os temores relativos ao futuro e ao sucesso no plano afetivo. Para isso, é preciso estimular o processo de autoconhecimento, interiorização e reflexão pessoal no adolescente. É necessário haver um espaço para se tratar de questões como: Quem sou eu?, O que quero?, Do que gosto?, Por que gosto?, Como me sinto realizando algo? etc.
                        O Psicodrama, por meio das dramatizações, é fundamental no trabalho com adolescentes, às vezes até mais importante do que a palavra, já que, geralmente, a confusão interna é grande e a ansiedade impede a discriminação das emoções. Através das dramatizações cria-se um clima lúdico que permite a colocação de temas que, se fossem abordados verbalmente, teríamos de esperar o adolescente amadurecer e resolver parte de seus conflitos para serem transformados em palavras e explicados. O movimento do Psicodrama, a ação, é parte importante do processo expressivo. Quanto mais novos os adolescentes, mais precisam de movimento, menos explicam sobre o que sentem, e mais necessitam de objetos intermediários para terem acesso ao mundo interno.
 
                        O Jogo Dramático é uma das técnicas mais utilizadas no trabalho com adolescentes porque fornece maneiras criativas e lúdicas de se lidar com os conflitos vividos neste período da vida. Temas como, Identidade, Família, Namoro, Medos, Raiva, Drogas, Sexo, Profissão, Amizade, etc. são trabalhados na Psicoterapia Psicodramática com Adolescentes.
 
PSICOTERAPIA PSICODRAMÁTICA COM CASAL
 
                        Na Psicoterapia Psicodramática de casal o Jogo Dramático é utilizado com muita freqüência para o relaxamento das tensões, a fim de propiciar uma melhor atuação terapêutica. Desta forma, permite a cada um dos cônjuges observar características, comportamentos, sentimentos e emoções de seu companheiro, que num campo tenso passam totalmente despercebidos. Ocorre, que, depois de um Jogo Dramático, o diálogo é mais fácil entre o casal e o prosseguimento da sessão é bem mais tranqüilo, permitindo a introdução de dramatizações em nível real, que aborde mais diretamente os conflitos do casal. 
                        Quando se trabalha com casal ou com família, deve-se trabalhar com Sociodrama, e não com Psicodrama, pois serão trabalhados os vínculos e não os indivíduos. O que muito tranqüiliza o casal é quando começam a perceber que, muitas das vezes, a “doença” não é nem de um e nem do outro, mas que é do vínculo estabelecido por ambos.
 
PSICOTERAPIA PSICODRAMÁTICA COM FAMÍLIA



 
E A FAMÍLIA, COMO VAI?

“QUANDO O PAI É PAI E O FILHO É FILHO,

QUANDO O IRMÃO MAIS VELHO DESEMPENHA O PAPEL

DE IRMÃO MAIS VELHO

E O MAIS NOVO AGE DE ACORDO COM O PAPEL DE

IRMÃO MAIS NOVO,

QUANDO O MARIDO É REALMENTE MARIDO

E A ESPOSA É REALMENTE ESPOSA,

ENTÃO EXISTE ORDEM!”

 




                        Assim como o indivíduo, a família também adoece por amor, ódio, insegurança, culpa, medo da perda, rivalidade, ciúme, inveja e por pressões que sofre constantemente pelos familiares e pela sociedade.
 
                     E quais são os sinais indicativos de uma família que está doente, ou seja, que não está funcionando de forma adequada?
 
·        Do ponto de vista da comunicação, a família disfuncional perde-se em críticas, acusações, silêncios e duplas mensagens. Há muita dificuldade em colocar-se no lugar do outro e rigidez em tentar novas formas de resolver problemas;
 
·        Do ponto de vista da estrutura familiar, os papéis são mal definidos, com filhos desempenhando papéis paternos e pais formando alianças com filhos, excluindo outro membro do casal;
 
·        Do ponto de vista da dinâmica familiar, há dificuldade em assumir a função de pais com suas responsabilidades e limites, bem como dificuldade em estabelecer objetivos familiares e organizar-se para atingi-los.
 
 
Assim, o sintoma  de  um  dos  membros  da  família  como,  baixo rendimento na escola, agressividade, depressão, medo e outros desvios de padrões de comportamento e problemas emocionais, vem acompanhado de disfunções em outras áreas do relacionamento familiar e envolvem outros membros da família.
 
                        Em uma família doente ou disfuncional, o papel do bode expiatório, geralmente uma criança, é quase obrigatório. O membro torna-se portador das ansiedades da família, culpa-se por todas as ações dos familiares, carrega a “doença” de todos para manter o equilíbrio da família.
 
                        Desta forma, para desaparecer o sintoma não basta o membro sintomático mudar. Sua mudança só será efetiva se toda uma série de outras mudanças ocorrerem. O que nem sempre é o desejado, porque implica em mudanças nos vários subsistemas da família (casal, pais, irmãos, avós,...) e o sistema familiar apresenta uma tendência à acomodação, onde tudo é feito para que as coisas permaneçam como estão.
 
                        Muitas vezes, o sintoma de uma criança, como por exemplo, o medo, pode desaparecer, se o casal mudar a forma de se relacionar entre si, como por exemplo, buscando uma aproximação. Como nem sempre o casal está disposto a isso, o sintoma do filho cumpre a função de ao mesmo tempo manter os pais unidos na preocupação com ele, e afastados de uma relação mais próxima entre si. Certamente esse processo não ocorre de forma voluntária, por parte dos pais e do filho, mas acaba se cristalizando numa forma de relacionamento que resiste à tentativa de mudança.
 
                        Cabe então, usar como estratégia de atuação, a Psicoterapia Psicodramática Familiar, onde a proposta é trabalhar os papeis e os vínculos familiares.
                        Desta forma, as ansiedades e as culpas são distribuídas entre os componentes da família, o bode expiatório é libertado da carga que assumiu, a comunicação objetiva e direta é restabelecida, os papéis de cada membro são redefinidos e os limites entre os subsistemas familiares são fortalecidos.
 
                        E então, podemos responder: “A Família vai bem, muito bem, obrigada!”

 

 

 

 

 


 

 

 

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