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Coaching e Psicodrama

Coaching e Psicodrama

O que é Coaching?

Coaching é a palavra inglesa que se refere ao ato de treinar alguém. A palavra Coach traduzida para o português significa treinador. Para todos nós, a figura do treinador de futebol é a que mais se aproxima de quem tem a função de coach. Ele estimula um jogador ou um time inteiro a trabalhar em equipe, a se manter informado sobre o que acontece com seus adversários, a aceitar e vencer desafios.

O coach atua encorajando e/ou motivando o seu cliente, procurando transmitir-lhe habilidades ou técnicas que melhorem as suas capacidades profissionais e/ou pessoais, visando a satisfação de objetivos definidos por ambos.

O trabalho inicia-se normalmente pela definição dos objetivos visados pelo cliente, que podem abranger áreas tão diversas como a gestão do tempo, o relacionamento interpessoal, o trabalho em equipe, a motivação de equipes e outras.

O coach avalia as forças e fraquezas do seu cliente face aos objetivos visados e ao meio em que este atua e define um plano que permita alcançar os resultados desejados. Ele ajuda indivíduos e organizações a se desenvolverem mais rápido e a produzirem resultados mais satisfatórios.

Existem basicamente dois tipos de coaching:

1) O coaching executivo, direcionado para desenvolvimento de competências de liderança, que foca as habilidades para produzir resultados e a modificação de comportamentos que reduzam sua efetividade. Pode ser direcionado para coaching de habilidades, performance, desenvolvimento ou negócios.

2) O coaching de desenvolvimento pessoal, direcionado para as competências em outras áreas além da profissional. Neste sentido, o processo pode atingir temas como: ser mais decisivo, melhorar a administração do tempo, valorizar diversidade, desenvolver potenciais, resolver conflitos, aumentar autoconfiança, comunicar-se com mais eficiência, entre outros.

O Coaching é uma parceria entre o Coach e o Cliente, ajudando-o a atingir o seu melhor e a produzir os resultados que ele quer na sua vida profissional e pessoal.

COACHING EXECUTIVO

Novas tecnologias, terceirização de funções, processos de reestruturação e reengenharia, reivindicações de maior participação na gestão e equipes autodirigidas são algumas das tendências atuais. As empresas nunca passaram por tantas mudanças como na última década, principalmente devido à competição cada vez maior, em um mercado globalizado. Tais mudanças, por sua vez, vêm produzindo um grande impacto no papel dos funcionários e especialmente dos gerentes.

Hoje os gerentes são obrigados a atender às maiores exigências e produtividade com menor quantidade de recursos e tempo de planejamento mais curto.

A expectativa é de que os funcionários se esmerem e trabalhem a qualquer hora e em qualquer lugar com definições de cargo flexíveis.

Os gerentes tradicionais elaboram e designam tarefas, estabelecem metas e monitoram sua execução através de um sistema de avaliações e controles. Eles acham que devem saber onde, quando, o que, e como os funcionários estão agindo. 

Atualmente, os gerentes podem ter responsabilidades pelos resultados das empresas sem que precisem controlar diretamente as pessoas encarregadas de alcançar tais resultados. Eles precisam confiar em seus funcionários e delegar-lhes atribuições.

Os gerentes precisam aprender a abandonar o estilo de comando e controle para adotar um estilo de facilitador ou coaching.

Terão que agir como treinadores, treinando outras pessoas para que estas, por sua vez, ajam também como treinadores, delegando tarefas aos outros. Também, precisarão encontrar paralelos entre os interesses profissionais do indivíduo e as necessidades da empresa.  

Os gerentes são incentivados a atuar como facilitadores que deleguem tarefas através de uma visão comum, e líderes de equipe que motivem e liderem. Eles devem treinar utilizando habilidade interpessoais, com a finalidade de oferecer a assistência, o apoio, as atribuições e os recursos certos, no momento certo, a um grande número de indivíduos e equipes.

Em conseqüência de tais mudanças, o trabalho se tornará mais satisfatório à medida que forem eliminadas ou dinamizadas as tarefas que não agregam valor.

Os funcionários terão mais senso de realização e cumprimento proporcionado por suas funções à medida que desempenham tarefas completas e têm mais controle sobre as decisões relativas às suas funções. Além disso, estes terão mais poder para influenciar, de fato, a empresa e utilizar suas habilidades.

Em síntese, as novas tendências para as empresas e em especial para os gerentes são:

Abandonar comportamentos

- Abordagem de comando e controle

- Criação de conformidade

- Atuação através de uma cadeia de comando

Adotar comportamentos

- Abordagem de treinador

- Valorização da diversidade

- Tomada de decisão nos níveis mais baixos

- Restrição das descrições de cargo

- Liderança de equipes

- Desenvolvimento e recompensa através de mobilidade vertical

- Utilização do poder formal

- Uso da imposição de sistemas de medidas e controles

- Resistência às mudanças

- Foco interno

- Amplas descrições de cargo

- Equipes autolideradas

- Atribuições de desenvolvimento e mobilidade lateral

- Uso da influência

- Permitir que funcionários definam ambas

- Promoção de mudanças

- Foco global

          O coaching é um processo de construção de um ambiente e um relacionamento de trabalho destinado a melhorar o desenvolvimento de habilidades e o desempenho dos funcionários, dos gerentes e da empresa. O desenvolvimento deve proporcionar maior crescimento pessoal e satisfação dos funcionários no trabalho.

Benefícios do Coaching para a Empresa:

  • É uma evidência do comprometimento da empresa em desenvolver seu pessoal.
  • Propicia um investimento seguro, de longo prazo em alto desempenho, com alto retorno assegurado.
  • O trabalho da equipe melhora substancialmente.
  • Melhora a produtividade e o desempenho dos funcionários.
  • Fomenta a motivação e o compromisso com os valores e os objetivos da empresa.
  • Permite que os funcionários respondam rapidamente e de forma favorável às mudanças.
  • Mantém os empregados chave, evitando custos de retreinamento e perda de conhecimento e talentos da empresa para os concorrentes.

Benefícios do Coaching para os Funcionários:

  • Ajuda os funcionários a crescer, tornando-os mais produtivos e criativos.
  • Mantém suas habilidades atualizadas.
  • Aumenta o envolvimento no processo decisório e de gestão.
  • Propicia aos funcionários maior visibilidade e contato com as informações.
  • Adquirem mais confiança e clareza em relação às metas e valores a seguir.
  • Desenvolve a autonomia, a flexibilidade e a espontaneidade, gerando soluções novas e adequadas para os problemas encontrados.
  • Potencializa escolhas e leva à mudanças.
  • Aprendem mais e vencem bloqueios para aprender melhor.
  • Os relacionamentos tornam-se melhores, por saber o que se quer e o que se pode dar.
  • Melhora a Qualidade de Vida tornando-a mais equilibrada.

Benefícios do Coaching para os Líderes de Equipe/Gerentes:

  • Respalda responsabilidades de liderança compartilhadas.
  • Proporciona a satisfação de ver os funcionários crescerem.
  • Melhora a reputação na área de desenvolvimento de pessoas.
  • Oferece mais oportunidade para a delegação de tarefas.
  • Libera tempo a ser dedicado à elaboração de projetos, à formação de equipes e ao reconhecimento de funcionários.

PSICODRAMA

O Psicodrama é uma metodologia rápida e eficaz que pode ser aplicada com sucesso em qualquer tipo de Coaching e trabalhos com grupos.

Aplicado no Coaching possibilita transformar a ação, através da vivência e da reflexão. A ação conectada ao pensar e ao sentir facilita viver os papéis e desenvolver o indivíduo nas suas relações consigo mesmo e com os outros. Tem como objetivos liberar a espontaneidade; identificar respostas cristalizadas e repetitivas; agilizar as dinâmicas interpessoais; rever o papel profissional à luz de suas competências, momento de vida e relacionamentos.

As principais ferramentas do Psicodrama utilizadas no Coaching e em qualquer trabalho com grupos são:

JOGO DRAMÁTICO

O Jogo Dramático é uma técnica psicodramática que propicia ao indivíduo expressar livremente as criações do seu mundo interno, realizando-as na forma de representação de um papel, pela produção mental de uma fantasia ou por uma determinada atividade corporal.

Tem por finalidade propiciar um relaxamento das tensões, para que seja possível uma aproximação sutil do material conflitivo.

Pelo fato do indivíduo estar jogando, já se elimina a possibilidade de ser para ele uma situação angustiante, pois o jogo cria uma atmosfera permissiva que dá condições ao aparecimento de uma situação espontânea e criativa no indivíduo, proporcionando-lhe a possibilidade de substituir respostas prontas, estereotipadas, por respostas novas, diferentes e livres de uma conserva cultural trazida no decorrer do tempo pelas mais diversas situações em que é restringida a sua capacidade criativa.

O Jogo Dramático se dispõe a trabalhar em campo relaxado de conduta com a finalidade de que o indivíduo descubra formas alternativas de conduta, e não uma única resposta para dada situação.

Entende-se por conduta em campo relaxado aquela que surge no indivíduo, norteando-se em primeiro lugar por uma tomada de distância do objetivo a ser atingido e seguindo-se uma cuidadosa análise das possíveis respostas alternativas àquela situação.

No campo relaxado, crescem as possibilidades de relações que permitem ao indivíduo alcançar uma meta. Já no campo tenso, toda a conduta do indivíduo se encontra fortemente marcada por uma concentração unicamente dirigida à meta, o que impossibilita as ampliações de relações para a sua adaptação.

TREINAMENTO DE PAPÉIS (Role-Playing)

Na teoria proposta por Moreno, o ser humano é um intérprete de papéis, e todo e qualquer indivíduo se caracteriza por um certo repertório de papéis que dominam o seu comportamento e toda e qualquer cultura é caracterizada por um certo conjunto de papéis que ela impõe aos seus membros. E quanto mais papéis um indivíduo desempenha, melhor será sua capacidade de interação social e, em decorrência, maior sua saúde mental.

O Treinamento de Papéis é o procedimento psicodramático que tem por objetivo a aprendizagem e estruturação de papéis. Pode ser usado para o treinamento de um papel profissional ou de qualquer papel social que se queira otimizar. Busca solucionar as dificuldades normalmente suscitadas por qualquer papel desconhecido ou temido.

Trabalha-se com liberdade, espontaneidade, criatividade, responsabilidade, fazendo o sujeito assumir, em primeiro lugar, o papel complementar que já conhece. Depois, pouco a pouco, mediante a inversão de papéis, coloca-se o sujeito no papel que deverá estruturar.

De acordo com o grau de liberdade ou de espontaneidade, o processo de desenvolvimento de um novo papel passa por três fases distintas:

1)Role-taking: tomada do papel ou adoção do papel, que consiste em simplesmente imitá-lo, a partir dos modelos disponíveis, sem nele colocar muitas características pessoais.

2)Role-playing: é o jogar o papel, explorando simbolicamente suas possibilidades de representação;

3)Role-creating: é o desempenho do papel de forma espontânea e criativa.

SOCIOMETRIA

É o conjunto de técnicas utilizadas para investigar, medir e estudar os vínculos que se manifestam nos grupos.

Sua principal técnica é o Teste Sociométrico. Baseado nos conceitos de atração, rejeição e indiferença, o Teste Sociométrico é o método de investigação que observa as redes vinculares de um determinado grupo e indica a forma e a intensidade com que se produzem.

O teste revela uma estrutura psicológica das relações interpessoais que, com freqüência, difere consideravelmente das relações que os indivíduos têm oficialmente nos grupos. Desta forma, o Teste Sociométrico de um grupo mede o conflito entre a verdadeira estrutura de um grupo, mantida por seus membros à época, e a estrutura revelada por suas escolhas. E o Teste Sociométrico de uma pessoa mede o conflito entre a posição real que esta pessoa mantém no grupo e a posição revelada por suas escolhas.

Para que uma investigação sociométrica seja válida, deve-se estabelecer um critério às perguntas do Teste Sociométrico. A pergunta Quem você escolhe neste grupo? não tem qualquer validade sociométrica se não houver um critério. Para trabalhar, para estudar, para passear, etc. são critérios distintos que vão configurar estruturar sociométricas distintas.

SOCIODRAMA

O Sociodrama é definido como método profundo de ação que trata de relações intergrupais e de ideologias coletivas. O sujeito de um Sociodrama é o grupo.

Por meio do Sociodrama é possível intervir nos vínculos dos grupos naturais (casais, famílias, comunidades) e/ou nos vínculos de grupos instrumentais (grupos de trabalho, grupos de aprendizagem, grupos de produção, equipes institucionais).

Atua especificamente nos papéis sociais que interagem no desenvolvimento das atividades comuns do grupo trabalhado.

O procedimento do Sociodrama permite visualizar os conflitos e fazê-los emergir a compreensão para serem resolvidos. Esclarece as relações intergrupais, os valores que funcionam como critérios coletivos, e também as ideologias compartilhadas. Por tudo isso, é um procedimento muito útil, porque permite a investigação psicológica dos papéis sociais dos grupos ou instituições envolvidas, diferenciando-os e deixando uma margem de privacidade aos papéis pessoais. 

TESTE DE ESPONTANEIDADE

Moreno define a espontaneidade como a capacidade de dar respostas adequadas diante de situações novas e respostas novas à situações antigas. Considera a ansiedade como função da espontaneidade, sendo que ela será tanto menor quanto maior for a espontaneidade do indivíduo.

Um dos caminhos que Moreno usou para estudar a questão da espontaneidade foi o das táticas de surpresa em laboratório. Percebeu pelas respostas que não há nada para o que os seres humanos estejam tão mal preparados do que para a surpresa.

Para provar a existência dessa espontaneidade em seus diferentes graus em diferentes pessoas Moreno criou os Testes de Espontaneidade, que permitem descobrir os sentimentos em seu estado nascente.

No teste, é proposto um tema, com uma série de incidentes que se sucedem em cenas inesperadas. O teste permite ver como as pessoas reagem de improviso, sob o efeito do estresse, da pressão do tempo e da urgência. Representa uma situação real que permite aos participantes entrarem em ação, darem livre curso à sua espontaneidade e à sua capacidade de improvisação. Em suma, é uma formação para a espontaneidade.

As instruções relativas às cenas do teste devem ser aceitas como declarações de fato e são fornecidas de forma gradativa, segundo o desenrolar das cenas. Um júri classifica o grau de adequação e atribui determinada nota às respostas. Individualmente ou em pequenos grupos, todos enfrentam a mesma situação, em graus crescentes de dificuldade, e aquele que não resolve adequadamente uma emergência é desclassificado.