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O PASTOR ALEMÃO E O COELHO
09.12.18

O PASTOR ALEMÃO E O COELHO

Eram dois vizinhos, que viviam em harmonia. Um deles resolveu criar um bichinho de estimação. Então comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animalzinho. Logo o homem comprou um filhote de pastor alemão.

Inicia-se aí a preocupação, e a conversa entre os dois vizinhos:

- Ele vai comer o meu coelho!

- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Crescerão juntos, vão pegar amizade

E pareceu que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. 

Era bastante comum e normal ver o coelho e o cachorro no quintal, sempre em alegres brincadeiras.

As crianças estavam felizes cada qual com seu bichinho. 

Num fim de semana, na sexta-feira, o dono do coelho foi para o litoral com a família e o coelho ficou sozinho...

No domingo à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto.

- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!

Irado e envergonhado, o dono do cachorro sacrificou, sem piedade, o animal

Preocupado com a reação dos vizinhos, pegou o corpo do coelho, deu banho, secou com o secador de cabelo e até perfume passou

Ficou lindo, branquinho, parecia vivo

Imediatamente colocou o corpo do bichinho em sua casinha.

Passado um tempo, os vizinhos chegaram e logo depois o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho, o coelho...

- O que tem o coelho?

- Morreu!

- Morreu? Ainda hoje parecia tão bem disfarçou o amigo, constrangido.

- Morreu na sexta feira, antes de viajarmos. As crianças o haviam enterrado no fundo do quintal e agora do nada, o coelho reapareceu, limpo e cheiroso

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Ninguém sabe.

Mas, o grande personagem desta história foi o cachorro.

Imaginem o pobre cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o seu amigo morto e enterrado.

O que faz ele? Com o coração partido, desenterrou o pobrezinho, e foi mostrar para os seus donos, pedindo ajuda, imaginando como fazer para ressuscitá-lo.

E o pobre e fiel cão? Foi injustamente e impiedosamente julgado e condenando. Justamente por aqueles a quem tinha como melhores amigos. Pois afinal, as evidências apontavam para ele

O preço que pagamos quando julgamos e condenamos é alto demais!

Não conhecemos nem a nós mesmos, mas temos a certeza do erro dos outros!

Não entendemos muitas vezes as nossas reações, mas condenamos as reações dos outros

Pesamos nossa mão, fechamos nosso coração e não entendemos porque não temos paz em nossas vidas.

A falta de perdão, a ira, o ódio adoecem nossos corpos e matam nossa alma

Cuidado! Com a mesma medida que medirdes sereis medidos

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