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Depressão

Depressão

O que é Depressão?

A depressão (F 32 – CID 10) é uma doença do corpo como um todo. Afeta o sono, o apetite, a disposição física e diversos aspectos psicológicos, como auto-estima e autoconfiança, além de dar um tom especialmente cinzento e pessimista a tudo que a pessoa faz, sente e percebe no mundo à sua volta. Traz incapacitação e prejuízo importante à vida do indivíduo, muitas vezes colocando-a em risco.

Também pode ser definida como um distúrbio do humor, com duração maior do que duas semanas, causado pela deficiência de determinadas substâncias (serotonina, noradrenalina e dopamina) no cérebro. Pode afetar homens e mulheres em qualquer fase da vida, com ou sem um fator desencadeante grave.

Quais são os sintomas da Depressão?

Depressão é diferente da tristeza comum que todos nós podemos sentir diante das dificuldades da vida. Todos nós passamos por estresses, fases ruins e perdas, mas quando os sinais e sintomas da depressão aparecem é indício de que o corpo não está suportando mais, está ficando doente.

O indivíduo com depressão queixa-se de:

  • tristeza, angústia, irritabilidade e inquietação;
  • capacidade diminuída de sentir alegria e prazer;
  • cansaço, desânimo, indisposição e falta de energia;
  • alterações do sono, apetite e interesse sexual, que podem estar aumentados ou diminuídos;
  • dores pelo corpo (de cabeça, nas costas, nas articulações, de estômago,...), bem como outras queixas físicas sem causa definida;
  • dificuldade de concentração, atenção, memória e raciocínio;
  • sentimentos de inutilidade, incapacidade, desamparo, solidão e desesperança;
  • ansiedade, preocupação, insegurança e indecisão;
  • pensamentos de culpa, morte, fracasso, medo e outros pensamentos negativos e pessimistas.

Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho, quando durante alguns dias o indivíduo sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Existem diferentes tipos de depressão, como a bipolar ou transtorno afetivo bipolar que se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com fases maníacas, de exaltação, euforia, alegria exagerada e irritação do humor.

Quais são as causas da Depressão?

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais freqüente é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. Entretanto, o fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui os tratamentos psicológicos.

Está comprovado também, que eventos estressantes disparam a depressão em indivíduos predispostos, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear a depressão.    

O que torna os indivíduos vulneráveis à depressão ainda é objeto de estudos. A influência genética, como em toda medicina, é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente social durante a infância pode predispor mais os indivíduos à depressão.

As condições psicológicas construídas no período da infância e adolescência, tanto pelo ambiente familiar como pela escola, podem contribuir para a definição de indivíduos com auto-estima baixa ou inadequada. Estas crianças e adolescente podem aprender a não acreditar nas suas possibilidades, serem pessimistas, sentirem-se fragilizadas e incapazes, sem autonomia, tornando-se adultos propensos às doenças afetivas de um modo geral.

Como tratar a Depressão?

O tratamento costuma associar a utilização de medicamentos e a Psicoterapia. Esta associação garante maior probabilidade de melhora dos sintomas da depressão. Um método não exclui o outro, e a medicação é um aliado que dá condições para que o indivíduo se engaje em sua Psicoterapia.

Em plena crise, muitas vezes, não há possibilidade de reflexão ou mesmo de que o indivíduo compareça às sessões de Psicoterapia. Enquanto a medicação atua na minimização dos sintomas e no controle da angústia, a Psicoterapia busca o sentido da depressão na existência do indivíduo e as repercussões sobre sua vida.

Os medicamentos antidepressivos não causam dependência e não viciam. Agem através da reposição da substância que está em falta no cérebro. O início do efeito dos antidepressivos é demorado e este tratamento dura de 4 a 6 meses, às vezes mais. Os efeitos colaterais geralmente são bem tolerados.

Como a Psicoterapia Psicodramática trata a Depressão?

A Psicoterapia Psicodramática é caracterizada por atendimentos semanais que auxiliam na elaboração da desesperança, da falta de motivação, da auto-estima diminuída e da tristeza. Atribui-se a este processo uma diminuição do sofrimento psicológico, do sentimento de adoecimento e a melhora na qualidade de vida.

Através do Psicodrama busca-se ajudar o indivíduo a encontrar prazer em atividades rotineiras, a melhorar as relações interpessoais,
e a aprender a lidar com dificuldades pessoais como a perda de relacionamentos, as decepções e frustrações da vida cotidiana. As habilidades psicológicas e comportamentais são aprimoradas em busca de respostas novas e adequadas às situações de estresse, que fatalmente ocorrem na vida de qualquer um, com o objetivo de diminuir o risco de desencadeamento de novas crises depressivas.

Quando um comportamento natural sofre um bloqueio (pode ser uma barreira física, uma deficiência pessoal ou um conflito interno), gera frustração e decepção. Isto pode resultar em respostas agressivas, regressão, apatia, depressão ou ansiedade. Uma forma comum de reação é evitar as situações causadoras de frustração e decepção.

O Psicodrama trabalha com sonhos, sensibilização corporal, dramatizações de situações do dia-a-dia, construção de histórias pessoais e familiares, etc, sendo possível o indivíduo tomar consciência de como vem agindo no meio social em que vive, como também, sentir como é visto por esse meio. Pode, então, promover as mudanças desejadas de comportamentos, adquirindo maior confiança e segurança.

A Psicoterapia Psicodramática clareia e conscientiza o processo de transformação na medida em que norteia o individuo sobre as faltas externas; ajuda a conscientizar sobre o medo de mudar, de correr o risco do novo e desconhecido; entender as frustrações; possibilita a orientação adequada e aceleração sistematizada do processo de busca, recuperando a criatividade e espontaneidade.

A dramatização terapêutica leva a algo mais do que a mera repetição de papéis, tais como são desempenhados do cotidiano. A ação dramática permite insights profundos por parte do paciente e/ou do grupo a respeito do significado dos papéis assumidos durante a vida.

Para o Psicodrama, toda ação é interação por meio de papéis. Assume-se, no decorrer da vida, papéis para cada situação enfrentada: Pai, Mãe, Filho, Chefe, Empregado, Marido, Esposa, Professora, Aluno, Amigo, Forte, Sensível, etc. Uma das maneiras de compreender a si mesmo e ao outro é procurar entender a forma de comportamento assumido em cada papel.